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SecondLove – site que incentiva a traição

Fugir da monotonia dos relacionamentos estáveis. Com esta temática, foi lançado no Brasil, o SecondLove, um site destinado às pessoas casadas que queiram flertar temporariamente com desconhecidos, receber mais atenção ou até conhecer os frequentadores da rede pessoalmente.

Grande parte dos usuários tem entre 35 e 55 anos, que, segundo Anabela Santos, porta-voz do serviço no Brasil, é o mesmo padrão de comportamento em todos os outros países onde o site já chegou. “A opção de ir além de um simples bate-papo virtual é de cada usuário. Em muitos casos, os nossos membros simplesmente gostam de flertar e compartilhar experiências. Dessa forma reduzem a monotonia que pode haver numa relação longa”.

Ao ser questionada sobre o incentivo que o site dá à infidelidade, Anabela declara: “Nós não obrigamos ninguém a se inscrever no Second Love. Nós acreditamos que os casais dos nossos tempos querem escapar da rotina e viver novas experiências. O problema é que, muitas vezes, essas fantasias são realizadas com alguém do grupo de trabalho ou do círculo de amigos, motivo pelo qual a maior parte dos casamentos termina”.

A idade mínima para fazer o cadastro é de 25 anos. As mulheres podem se inscrever gratuitamente no site, diferente dos homens, que pagam um valor de acordo com o plano contratado. Os preços promocionais são R$ 29,95 (um mês), R$ 119 (três meses) e R$ 168 (seis meses). Como o nome verdadeiro é mantido em sigilo, os usuários utilizam apelidos. Podem também colocar fotos e definir quais informações serão visualizadas. “A diferença é que SecondLove as pessoas estão na mesma situação. Assim, a abordagem é facilitada”, comenta Anabela.

Evitando polêmica, a porta-voz garante que a intenção do site não é incentivar a traição, mas sim dar uma “apimentada” na relação. Na opinião da antropóloga Mirian Goldenberg, esse serviço pode funcionar sim, mas para determinados tipos de casais. “Não dá mais para falar em relação no singular, as pessoas têm todos os tipos de fantasias e desejos. Portanto, pode ser que os apreciadores do swing ou do casamento aberto se interessem pelo serviço. Mas esses perfis não correspondem à grande maioria, nem aqui no Brasil e nem e outras partes do mundo”.

Mirian estuda relacionamentos há mais de 20 anos e garante que a fidelidade é o principal valor defendido por muitos casais. “Eles preferem não trair e permanecerem com a pessoa que escolheram e garantir a relação, apesar da diversidade que encontramos no mercado afetivo e sexual atual”. A antropóloga acredita também que serviços como o de SecondLove não são capazes de ameaçar a tradicional troca de alianças. “Nada põe fim ao casamento. Ele poderá ser reestruturado e as pessoas vão passar a procurar novas formas de se sentirem satisfeitas dentro dele. Mas ele nunca vai acabar”.

O serviço foi inaugurado em 2008, na Holanda e já conta com 180 mil membros. Na Bélgica são mais de 25 mil. E na Espanha, onde o site está disponível desde abril, já são 12 mil cadastrados. “Em Portugal o Second Love estará online no dia 1º de junho e nos parece também muito promissor”, diz. Para o Brasil, Anabela tem planos: “Esperamos transformar o SecondLove numa plataforma bem sucedida e confiável para os brasileiros. A segurança e o anonimato dos nossos membros são muito importantes para nós, bem como mantermos um nível elevado na qualidade e serviços.”

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